navalha que corta na alma
teu gelo, meu degredo
beijos reminiscentes
voo no trote do alazão pra lua
busco brilho fosco de estrelas
verbos alados me libertam
galopo por cometas estáticos
vago por corações sonâmbulos
buscando por vida fora da terra
seguindo conselhos de seres erráticos
mergulho em águas rasas
continuo quebrando espinhas
colhendo rosas com espinhos
oh funesta dedicação em vão!
essa de amar dias de neblina
ao ofegar por calores sinceros
em noites quentes de lua cheiaCleber A. Dos Santos
