domingo, 13 de julho de 2014

pós noturno

fugaz, faz-se a face, cara a cara
como num golpe que apaga,
me apego, com medo das lágrimas
mas quem há de enxugá-las?
procedo, me excedo, há tempo?
exponho minhas vísceras à tua mesa
não as jante, junte-as e recomponha
dê vida ao que me resta neste basta.

Cleber A. Dos Santos


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