NOVA AURORA
Ainda que as folhas cantassem
No inverno toda árvore é muda.
Os rutilantes raios da aurora
Tolhem o gelo – esparramando-os
Em vão, natureza erma.
O brilho do meu olhar
Não permuta a insignificância
Tão pouco a indiferença
Do negro tronco marrom
Pois toda minha retina é triste
Assim como toda árvore
No inverno é gelada
Também vivo de estações.
Cleber A. Dos Santos
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