D, de desejada
D de dados
Que rolam números
Numa matemática sentimental
De tantas incertezas.
D que faço clichês
Que escorre nas mãos
Fios de cachos dourados
E perfume sutil.
Que este D
Não me seja
De devaneios
De dúvidas.
D que me seja
Depois de agora
De dádiva.
Cleber A. Dos Santos
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